Portugal não precisa de inventar a IA |
A Europa voltou esta semana a descobrir que está atrasada. Um relatório do AI Office, com contributos de mais de cem especialistas, reconhece investigação e talento de excelência, mas uma posição modesta na inteligência artificial de fronteira. Faltam computação, energia, capital e previsibilidade jurídica. O diagnóstico está certo. O risco é respondermos com a solução errada.
Sempre que a Europa percebe que perdeu uma corrida tecnológica, anuncia uma pista própria. Surgem fundos, consórcios, centros e metas para 2030. Mas a tecnologia avança em meses e a Europa continua a organizar conferências sobre a velocidade a que devia avançar.
Portugal deve evitar essa tentação. Não temos escala financeira, energética ou científica para competir com os Estados Unidos ou a China na criação dos maiores modelos de inteligência artificial. Fingir o contrário não é ambição. É dispersão de recursos disfarçada de soberania tecnológica.
A nossa........