1º de Maio. O trabalho mudou. A lei ficou para trás
Celebramos o 1.º de Maio como um marco de conquista. E é. Porém, celebramo-lo, demasiadas vezes, como se o tempo tivesse parado nesse primeiro grito coletivo por dignidade. Como se o trabalho fosse hoje o mesmo campo de batalha de há mais de um século. Não é.
O problema não está na memória. Está na forma como a usamos. Em vez de a honrarmos como ponto de partida, cristalizámo-la como ponto de chegada. Nesse processo, fomos perdendo a capacidade de fazer uma pergunta essencial: se o trabalho evoluiu tanto, porque continua o seu enquadramento preso ao passado?
A resposta não é confortável. O trabalhador de hoje poderia viver significativamente melhor se a........
