Este país não é para velhos

Este país não é para velhos. Nem este nem outro qualquer que ambicione crescer, compreender o mundo, valorizar o futuro e respeitar quem cá fica, mesmo quando vê o mundo de forma diferente.

Digo “velhos” sem insulto e sem metáfora fácil. Não falo de idade biológica. Falo de visão do mundo. Falo de preparação. Falo de estudo, de contacto com a realidade actual, de capacidade para interpretar um tempo que mudou mais nos últimos vinte anos do que em todo o século anterior.

É por isso que me parece quase óbvia a eleição de Cotrim de Figueiredo.

Sim, estou a ser simplista. Admito até alguma arrogância. Mas a pergunta tem de ser feita: como é possível aceitarmos que as restantes candidaturas sejam relevantes para este tempo?

Não está em causa a experiência acumulada. A experiência, por si só, não........

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