A gratuitidade é um flagelo imperceptível |
Durante quase toda a história humana, a relação entre esforço, custo e benefício foi clara. O que se obtinha exigia trabalho, troca ou responsabilidade. A noção de “gratuito”, tal como hoje a usamos, não existia. O que existia era partilha, solidariedade ou ajuda mútua, sempre enquadradas numa relação concreta entre pessoas e com limites claros.
A frase popularizada por Milton Friedman – “There is no such thing as a free lunch” – não é um slogan ideológico. É uma constatação factual. Alguém paga sempre. Se não é quem consome, é outro. Se não é hoje, será amanhã.
A gratuitidade, como conceito político e social, esconde esse custo. E é isso que a torna perversa.
Quando um serviço é apresentado como gratuito, a mensagem implícita não é apenas que não tem custo financeiro directo. A mensagem é que não exige cuidado, escolha ou responsabilidade. É um convite ao uso indiferente. Isto não é opinião: é........