Ventura, Neves e imigração

Os Robots para apanhar mirtilos em Odemira já não ficam numa galáxia lá muito, muito longe, mas podem ser encomendados em várias companhias americanas e chinesas. Podem ser humanoides ou não, mas já se vendem, por exemplo na divisão de automação agrícola da John Deere.

Noutro exemplo, por apenas 150 euros de depósito encomendamos na companhia americana 1X um “mordomo” humanoide chamado Neo. Estamos à espera que nos venha vigiar e limpar a nossa casa aqui na área metropolitana de Boston nos EUA onde vivemos. Quando o Neo chegar pagaremos cerca de 400 euros por mês de subscrição pelo seu trabalho caseiro 24 horas por dia. No entanto – e isso é o mais relevante que entendam aí em Portugal – os engenheiros altamente qualificados que fazem e programam estes robots na 1X e noutras companhias de robótica como a Boston Dynamics, nossos amigos e vizinhos, incluindo luso-americanos e emigrantes portugueses, fazem salários na ordem dos muitos milhares ou dezenas de milhares de euros por mês.

Ou seja, por um lado muito quantidade de mão de obra desqualificada vai ser rapidamente automatizada e será um encargo empobrecedor da sociedade. Por outro lado, a mão de obra qualificada fará uma contribuição enriquecedora dos países que apostarem nela.  Usando o conceito da economia em forma de “K”, os países que apostarem em trabalhadores qualificados vão ser a perna de cima do “K” tendo a economia e PIB per capita a subir.  Já Portugal se sustentar um milhão de imigrantes novos recém-importados repentina e descontroladamente por Costa quando muitos provavelmente ficarem sem nada para fazer ainda novos, será um país da perna de baixo do “K,” com um PIB per capita a descer e cada vez mais miserável.  Portanto, seria preferível apostar no regresso dos emigrantes portugueses qualificados portugueses e na atracão de imigrantes qualificados para passarmos à parte do “K” do PIB per capita sempre a subir. Falamos quer de engenheiros/cientistas que dominem IA e robótica (mesmo que só a manutenção de robots importados) entre outras tecnologias com futuro (drones, biotecnologia, impressão a três dimensões, etc.) quer de profissionais especializados como eletricistas, canalizadores ou mecânicos que saibam instalar e manter infraestruturas (armazéns, oficinas de reparações, centros de dados, etc.).

O atual governo parece-nos um caso perdido para fazerem regressar emigrantes qualificados. São avestruzes com a cabeça enterrada no passado costista de importar massivamente mão de obra desqualificada e não aculturada que até os avisos repetidos de Passos Coelho sobre isso ignoram.  Montenegro entrou oficialmente no pântano socialista ao nomear os mesmos e pelas mesmas razões que Costa nomeava. Luis Neves que chegou a diretor da PJ pela mão de Costa e agora a ministro pela mão de Montenegro (quando era suposto a PJ o investigar imparcialmente) imitou, com 10 anos de atraso, o wokismo britânico. Isto como explicado e comparado por João Miguel Tavares no Público com Keir Starmer, que quando era procurador-geral britânico negava a violência dos gangues de imigrantes.  Neves importou truques feios do wokismo, como Miguel Morgado explicou no torto e direito da SIC:  O ex diretor da PJ, utilizando indevidamente o regulatório da segurança interna assegurou-nos que entre 12000 reclusos só 120 eram estrangeiros (só contou a........

© Observador