Cotrim não tem perfil para Presidente. Voto nele! |
O título deste artigo é paradoxal. Mas totalmente lógico. Passo a explicar:
O Presidente da República, nos termos constitucionais, tem poderes específicos, e deve ser alguém que, mais do que fazer política, deve ser um estadista, devendo conseguir manter-se mais discreto – não como figura cinzenta, mas mais como uma eminência bege – e servir como um pai para a nação.
Cotrim apresenta-se, na sua candidatura, como o Presidente que faz sonhar, que quer fazer o eleitor “imaginar” um país melhor. Ou seja, não quer ser neutro. Quer estimular o Governo, as instituições, a reformar, a pensar mais além. É, sem sombra de dúvida, mais colorido.
Em termos políticos, apesar de ter tido vários papéis (até como Presidente do Turismo de Portugal), Cotrim está longe de ser um político “de carreira” (facto que apenas pode ser comparado com Gouveia e Melo). É um homem que fez carreira no sector privado, e nunca dependeu de amizades políticas para ser nomeado.
É, por isso, um bicho estranho, no panorama dos candidatos, quase todos com vida política de décadas, desde juventudes partidárias, a cargos eleitos.
Não é, por isso, alguém que esteja assim tão por dentro de certos meandros (como Marques Mendes ou Seguro).
No fundo, a imagem do “avozinho”, do “senador”, que, com paciência e parcimónia, vai vigiando o Governo e tentando apaziguar os Deputados, não se encaixa minimante em Cotrim.
O perfil de militar que “põe ordem na casa”, e que está além dos partidos (na linha de Ramalho Eanes), também não.
Não é um constitucionalista, nem um académico, por isso também não lhe favorece essa autoridade.
Por fim, o perfil de líder partidário histórico, com........