O wokismo efémero e a família intemporal
No passado sábado, dia 21 de março, ocorreu, em várias cidades do país, incluindo Lisboa, a Marcha pela Vida. Esta iniciativa cívica, apartidária e não confessional, procurou afirmar a defesa da vida desde a conceção até à morte natural.
Estavam presentes várias pessoas, incluindo famílias com bebés e crianças. Subitamente, um indivíduo pertencente a um grupo extremista contestatário lançou um cocktail molotov para a multidão, atingindo com gasolina várias pessoas, entre elas crianças. Felizmente, o rastilho não se incendiou e, quando procurava consumar o seu ato criminoso, foi inicialmente impedido por algumas pessoas e, depois, detido pela PSP.
Este acontecimento criminoso é absolutamente condenável. Não sabemos se este grupo se revê no chamado wokismo, nem é justo tomar um gesto extremo como representação fiel de qualquer corrente mais ampla. Contudo, é preciso olhá-lo com maior profundidade, já que a sociedade portuguesa está bipolarizada e a intolerância continua a crescer. A contribuir para este clima de agressividade está a hostilidade contra quem defende a vida e a família enquanto célula essencial da sociedade.
Mas por que........
