Portugal: nada de novo debaixo do Sol
Portugal não é pobre por azar nem por destino. Também não está estagnado por falta de diagnósticos, relatórios ou promessas. Está como está porque os incentivos existentes favorecem a preservação do sistema mais do que a sua transformação.
Os grupos que capturaram parcelas do Estado beneficiam do estado do país.
As portas giratórias entre política, administração pública, reguladores, empresas públicas e grandes interesses económicos continuam a rodar. As reformas sucedem-se nos discursos, mas raramente alteram os mecanismos fundamentais de distribuição de poder, influência e recursos. Mudam-se nomes, criam-se organismos, apresentam-se planos estratégicos, reorganizam-se serviços e anunciam-se programas de modernização. Mas os problemas estruturais permanecem.
Os resultados estão à vista: produtividade cronicamente baixa, crescimento anémico, salários medíocres, fuga de jovens qualificados, serviços públicos em degradação, burocracia excessiva, carga fiscal elevada e uma economia demasiado dependente do turismo, do consumo e de........
