Adiós Espanha! |
O cristianismo floresceu pela primeira vez na atual Espanha sob a égide dos Visigodos, que, rejeitando a heresia ariana, abraçaram os caminhos de Cristo, criando uma forma elevada de civilização até à chegada dos árabes, que trouxeram destruição sobre os habitantes originais. A conquista da Península Ibérica, iniciada pelo berbere africano Tarik, que chegou de Marrocos (a montanha de onde suas forças lançaram os primeiros ataques foi renomeada Djebel-al-Tarik, ou Gibraltar Espanhol), avançou até mesmo para a França. Contudo, apesar dos ataques que infligiram a populações e comunidades inteiras, os árabes não conseguiram destruir a vontade de luta dos castelhanos, que, sob cerco por um inimigo maior, começaram a sua reconquista pela faixa mais setentrional da Espanha, abrangendo apenas 40 milhas, entre o cume das Montanhas Asturianas e a Baía de Biscaia.
A Caverna de Covadonga, o refúgio de Pelágio, que derrotou os árabes pela primeira vez, serviu como ponto de partida para a árdua recuperação da Espanha, que levou 780 anos e expulsar os mouros – as forças combinadas de árabes muçulmanos e berberes -, apesar da tendência dos espanhóis para a dissidência e a anarquia (nomeadamente o reino de Leão separando-se de Castela e tornando-se Portucale). O Islão, como um todo, é incompatível com o impulso libertário dos espanhóis, pois naturalmente tende para o fatalismo (Kismet) e nega o livre-arbítrio do homem, sendo conduzido pela vontade divina e pela predestinação total(itarista).
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