Para o Sr. J. D. Vance, com carinho |
Esta semana, depois das aberrantes declarações de Donald Trump, sobre as quais já escrevi, o Vice-presidente dos Estados Unidos afirmou que o papa deve ter “cuidado” quando fala de teologia. Felizmente que isso não se aplica ao presidente americano. Fico mais descansado. No entanto, se esta é a recomendação dada ao Santo Padre, nem imagino o que o Sr. J. D. Vance sugeriria a um simples padre de província como eu. Todavia, antes que todas as minhas declarações passem a ser sujeitas a exame prévio pelas autoridades americanas, aqui deixo, como testamento espiritual, algumas reflexões. Just in case.
A Bíblia está repleta de violência, mas usar a Bíblia como pretexto para atrocidades, violações da paz e caprichos bélicos não é só errado, imoral e descabido; é hediondo. A Bíblia é uma enorme obra de tapeçaria e, por isso, absolutizar uma expressão é descontextualizar. Como a Palavra de Deus não é adversária da palavra humana, a Bíblia reflete inevitavelmente a cultura e a violência de que os próprios autores eram testemunhas, vítimas ou cúmplices. Neste sentido, algumas notas: 1.ª) A Bíblia não inventa a violência; ela reflete a crueldade e animalidade do coração humano, colocando........