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JMJ: do Panamá a Lisboa, passando pelos EUA /premium

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02.02.2019

Era um segredo que já ninguém ignorava, mas, mesmo assim, foi muito bom saber que as próximas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) vão acontecer em Lisboa, em 2022. A imprensa já tinha feito transpirar a notícia, que se confirmou com a ida ao Panamá dos presidentes da República, da Conferência Episcopal Portuguesa e da Câmara Municipal de Lisboa.

Depois de já ter estado, em 2017, em Fátima, para a celebração do centenário das aparições marianas e para a canonização dos santos Francisco e Jacinta Marto, o Papa regressa a Portugal em 2022. Se se tiver em conta que Francisco ainda não visitou outros países europeus de tradição católica – como a vizinha Espanha – uma segunda estadia em Portugal é, certamente, um grande privilégio para a nossa nação. Mas é também, como afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, o reconhecimento da importância de Portugal como “plataforma giratória para todos os continentes” e, em especial, “para África”, nomeadamente por razão da lusofonia, que une na mesma língua os povos de Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique.

As JMJ são o principal evento católico mundial, mas também, possivelmente, a maior concentração de jovens do mundo inteiro, pois nenhum outro acontecimento mundial reúne tantos jovens como as JMJ: em Czestochowa, em 1991, eram cerca de um milhão e meio; e, em 1995, em Manila, mais de quatro milhões! As JMJ, que acontecem de três em três anos, alternando-se os continentes em que se realizam, devem-se a São João Paulo II, o papa que mais apostou nos jovens e na sua capacidade missionária.

Como escreveu Bárbara Wong, cada JMJ é uma ocasião excelente para “descobrir uma Igreja multicultural e multirracial”, porque se encontram “jovens de todos os lados a falar todas as línguas, de sorriso aberto, de gargalhada........

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