"LUX" e outras contradições |
O leitor começará por perdoar as incongruências, mas está, lamentavelmente, perante um ser humano que, no arranque do segundo quarto do século XXI, ainda tem mais dúvidas do que certezas, sabe o que quer para si e tem poucas ou nenhumas ideias sobre o que quer para os outros, e ainda aprecia abordar vários assuntos de forma que subsista a dicotomia, “por um lado, isto, por outro lado, aquilo”. É lamentável, bem sei, mas talvez não lhe soe estranha a confissão.
Devo, pois, dizer, por um lado (cá está), que não me incomoda absolutamente nada a existência de grandes empresas. São necessárias, não vale sequer a pena fingir o contrário. Geram escala, reduzem preços, criam eficiência, produzem rendimento, oferecem emprego. Ou, pelo menos, tudo isto em tese, a maioria das vezes verificada. Confesso, também, que se me reviram automaticamente os olhos sempre que alguém lamenta o encerramento de alguma loja, cinema ou outra coisa qualquer, cuja frequência havia (como a esmagadora maioria das pessoas, e vai daí a falência) abandonado há anos. É certo e fatal como o destino que atrás de........