The Kids Aren't Alright

Há qualquer coisa de estranho com a Iniciativa Liberal. O partido que veio para ocupar um vazio que estava por representar — liberal na economia, liberal nos chamados “costumes”, liberal na forma de se relacionar com o espaço público — é hoje um objeto político não identificado. Um objeto que ninguém sabe exatamente quem comanda. Algures entre a primeira vitória da AD, as guerras intestinas, a declaração de morte ao wokismo e a importação da motosserra de Milei, é difícil dizer exatamente o que querem e para onde vão os liberais.

A singularidade de ter quatro líderes no ativo não ajudará seguramente. Mariana Leitão é a presidente no papel mas ainda não se lhe viu um momento de rasgo — o congresso que serviria de entronização foi o de autoproclamação de Cotrim, o candidato. Carlos Guimarães Pinto, no seu (auto) exílio parlamentar, continua a fazer o seu (próprio) caminho. Rui Rocha vai, à velocidade da luz, de candidato a número dois de Luís Montenegro aos videozinhos a malhar no Bloco para agradar à claque. João Cotrim Figueiredo fundou um movimento, fez-se comentador e é uma questão de ‘quando’ até aparecer novamente para reclamar o partido — ou o que restar dele. E ainda há Bernardo Blanco, que não esconde que quer muito, e Mário Amorim Lopes, que não esconde que muito quer. Uma multidão para um partido tão pequeno.

Um partido pequeno mas com todos os vícios pouco recomendáveis de um........

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