Sócrates, Escária, Moral. O PS é visado na Imergente? Claro |
Mais uma moeda, mais uma voltinha. O carrossel das megaoperações que atingem partidos e detentores de cargos políticos não pára nunca. Buscas, gente nos calabouços, fugas seletivas de informação, constituição de arguidos, três ou quatro dias de noticiários. Depois, desligam-se as câmaras e os microfones, os arguidos ficam, a feira popular muda-se para outra freguesia e os processos marinam. Por muito estranho que seja escrevê-lo numa democracia com mais de 50 anos, era importante que esta “Operação Imergente” fosse aquilo que muitas das suas antecessoras (demasiadas) não foram: consequente. O escrutínio vale para todos e ninguém está acima dele — nem mesmo o imperturbável Ministério Público.
Exigir que este carrossel apresente, só de quando em vez, alguns resultados não significa alinhar num discurso sonso (“todos têm direito à presunção de inocência…”), nem alinhar em alucinadas teses da cabala — a última, divertidíssima, tentou relacionar os 100 anos do fim da Primeira República e o início da ditadura militar com as buscas no Largo do Rato. Pelo contrário, desjudicializar o debate é importante porque permite falar de outra dimensão: a dimensão ética. No fundo, avaliar e julgar o comportamento de uma determinada figura ou de uma determinada organização política em função dos factos conhecidos antes e depois de a feira popular se instalar.
E é........