O que procura um jovem eleitor num candidato a PR |
Nós, jovens, somos, cada vez mais, um foco político em campanhas, debates e conferências. O interesse em despertar o povo para a necessidade de endereçar os nossos problemas é cada vez mais evidente. Quer seja por razões mais ou menos interesseiras, o facto é que representamos – considerando os portugueses entre os 18 e 30 anos e tendo por base estimativas baseadas nos dados demográficos mais recentes – entre 13 e 14 pontos percentuais do eleitorado residente em Portugal. Se aliarmos a este interesse a influência económica e demográfica que nós, jovens, temos no país no que toca, por exemplo, a questões de emigração, fica clara a necessidade de sermos ouvidos.
Posto isto, o que procura, de facto, um jovem eleitor num candidato à Presidência da República? O panorama das candidaturas é um dos maiores nos últimos anos o que, em teoria, nos permite encontrar representadas várias características que procuramos no Chefe de Estado do país. Na minha opinião, esta premissa é válida e verificada, aliás, até para mal de representações globais de espectros políticos. A dificuldade reside, portanto, na decisão da candidatura “mais positiva” globalmente. Esta análise pode ser feita partindo de valências pessoais dos candidatos, da sua experiência política, das suas opiniões políticas e, também, de acordo com o sensacionalismo da sua campanha, sentido subjetivamente por todos e evidenciado nas sondagens.
Na esfera pública, em debates ou entrevistas, por vezes, existe uma tendência em centrar os temas em matérias pouco dignas e pouco importantes para um presidente da república. Neste artigo procuro explorar os reais interesses que me levam a considerar ou não as várias candidaturas.
Começando a análise pelo plano das valências pessoais de cada candidato, atrevo-me a dizer que é um dos planos mais valorizados, e confesso concordar com a importância que lhe é geralmente atribuída. Numas eleições em que se elege uma figura ao invés de um partido é lógico que a personalidade e o carácter – a “máscara” social e a integridade moral, respetivamente – sejam tão amplamente consideradas e comparadas. O que me apraz realçar nestas questões?
Em primeiro lugar, o facto de ser cada vez mais difícil para os candidatos presidenciais, que espelham a tendência evolutiva do comportamento geral da população, ouvirem as opiniões........