O mundo do futuro |
Por estes dias, uma parte considerável do mundo, contra a vontade cada vez menos disfarçada de alguns dos seus governantes, intelectuais e “activistas”, festejou um nascimento. A razão não é para menos. Foi um nascimento que fundou uma religião revolucionária, que transformou a face do mundo e o conteúdo das nossas consciências. Mas, se em termos mais ontológicos, a natalidade é sempre uma promessa de renovação, não há como ignorar que o nascimento é um facto material da maior importância num mundo de seres corpóreos, como nós, humanos, ainda somos.
Até há não muito tempo, o pesadelo dos cientistas sociais e de outros aventureiros era que havia nascimentos a mais no mundo. Havia muito mais nascimentos do que seria desejável. Para alguns isto era o desenho de um pesadelo. Num futuro próximo e calculável, esta vaga levaria a um planeta sobrepovoado, com todo o cortejo de misérias dos respectivos cavaleiros apocalípticos. No primeiro “Dia da Terra”, a 22 de Abril de 1970, choveram previsões de catástrofe iminente. Desde a delapidação total dos minérios extraídos até ao arrefecimento global, as lições foram humildemente aprendidas pelos líderes do punhado de democracias que havia então, quase todas no Ocidente. Mas a previsão mais aflitiva, porque parecia ser a mais inexorável, dava conta de um........