O iminente momento da extinção?
Nos últimos meses têm-se multiplicado as reflexões sérias sobre a natureza e consequências da revolução da Inteligência Artificial. Na semana passada comentei no Observador as meditações do Papa Leão XIV sobre o tema. Não aborda todos os aspectos de forma satisfatória, mas não deixou de ser importante. O Papa imitou os outros. Em todo o mundo tanto as expectativas, como as preocupações, crescem a cada dia. A enxurrada justifica-se por inteiro. Mais, o tema adquiriu uma inequívoca urgência.
Deixando de parte as importantes questões da concentração do poder das grandes empresas que dominam estas tecnologias, ou os usos sinistros e cruéis das novas possibilidades, temas que abordei na SIC Notícias, há um outro aspecto desta revolução que começa a enraizar-se precisamente pela sua urgência. É, de resto, um problema recorrente nas grandes revoluções tecnológicas e “industriais”. À medida que os modelos LLM vão, por um lado, melhorando, e, por outro, generalizando-se na sua utilização, vamos descobrindo as profissões e competências humanas em risco de substituição. Profissões até há muito pouco tempo consideradas insubstituíveis, como a de tradutor ou aquela que se dedicava ao coding, vão-se obliterando na linha de tiro........
