O presépio |
1 “Este ano o presépio também tem seis Reis Magos?” perguntou um filho cuja ironia exibia uma resignada disponibilidade para que não só voltasse a haver vários Magos como talvez dois S. José, cinco camelos ou qualquer outra interpretação fantasiosa do presépio. O caso é que tendo uma vez trazido do longínquo Peru um belíssimo terceto de Reis Magos em terracota, foi-me irresistível juntá-los na companhia dos que já estavam “montados” e assim, num ápice, os reis passaram a seis numa coabitação estética digno de estudo.
Às vezes também tem havido pastores a mais e ovelhas a menos, excesso de “figurantes” – lavadeiras, camponeses, fontes (fontes, calcule-se…). E claro as habituais hesitações na escolha do protagonista do mais maravilhoso mistério da civilização que me foi berço: um Menino Jesus clássico? aquele vincadamente popular e muito colorido? o “antigo” vindo amorosamente de avós e bisavós? e se fosse a tão poética figura, feita em papel pelos doentes do........