O Estado contra a Família: a nova ofensiva escolar |
A escola pública portuguesa enfrenta uma crise de identidade que ameaça o pilar mais fundamental da nossa sociedade: a primazia da família na educação dos filhos. Sob a capa benigna da promoção do bem-estar e da saúde, assistimos a uma tentativa sistemática de reengenharia social que visa substituir a autoridade parental pela tutela ideológica do Estado. O direito dos pais a guiarem o crescimento moral e ético dos seus filhos está sob ataque direto, disfarçado de pedagogia progressista.
Esta interferência abusiva ganha agora uma nova e alarmante dimensão. Como é possível que o mesmo Governo que, em Março de 2026, votou a favor da revogação da Lei n.º 38/2018 — aquela que impôs a autodeterminação da identidade de género à sociedade portuguesa — e que prometeu retirar as “amarras ideológicas” das escolas, avance agora com o Programa Nacional de Saúde Escolar 2030 (PNSE 2030), um documento que aprofunda precisamente a ideologia de género nas creches e em todos os ciclos de ensino?
Esta contradição é inaceitável e revela uma incoerência grave que não pode passar despercebida. O Programa Nacional de Saúde Escolar 2030 (PNSE 2030), actualmente em consulta pública até 19 de Junho de 2026, representa uma escalada perigosa e inaceitável do Estado na vida das famílias portuguesas. Longe de ser um mero programa de “saúde escolar”, este documento institucionaliza a ideologia de género nas escolas desde a creche, contorna sistematicamente a autoridade dos pais e transforma as instituições educativas em portais de acesso confidencial a serviços de saúde ideologicamente orientados. Não podemos aceitar que o poder político continue a usurpar os direitos fundamentais dos pais para fazer........