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A invasão pornográfica nas escolas portuguesas

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03.03.2026

É com repulsa e indignação que assisto à mais recente “revelação” do jornal Público, publicada a 1 de Março de 2026, sobre influenciadores misóginos e pornógrafos que invadem as escolas portuguesas sob o pretexto de animação de campanhas para associações de estudantes. Há anos que venho alertando para esta podridão — em artigos de opinião publicados no Observador, em livros que escrevi e em inúmeras publicações nas redes sociais. Durante todo esse tempo fui acusada de disseminar “fake news” por activistas, jornalistas do Público e de outros órgãos de comunicação social. Lembro-me bem, por exemplo, do programa da Joana Marques na Rádio Renascença, onde fui ridicularizada e tratada como alarmista quando denunciei a erotização precoce das crianças nas escolas portuguesas. Agora, o mesmo Público finge espanto com algo que eu e outras vozes de bom-senso gritamos há muito, limitando o problema a meras “79 escolas” e omitindo deliberadamente figuras como o Celso.

Gonçalo Maia, o exibicionista de 24 anos que se pavoneia em tronco nu, dança em mesas ao som de músicas lascivas e distribui autógrafos a crianças dos 9 aos 18 anos, enquanto promove pornografia no OnlyFans e se masturba em directo no X, é apenas a ponta visível do icebergue. Em Ferreira do Zêzere, a directora-adjunta ri-se e diz que “ele aqui portou-se bem”. É este o nível de vigilância e responsabilidade que temos nas escolas?........

© Observador