Depois do PS

Voltemos um pouco atrás: terça-feira, 10 de Março. Na Assembleia Municipal de Lisboa, discutiu-se o documento em que o Partido Socialista recomendava a criação do programa “Lisboa protege ”. Começava suavemente por propor um grupo de trabalho e logo se expandia em eixos estratégicos, mecanismos de coordenação, articulação com financiamento externo, fundo municipal de resiliência, reforço de rubricas orçamentais, envelope financeiro inicial de três milhões de euros e previsão de subida posterior. Não havia nada de ilegítimo na ambição do documento. O problema era a escala do detalhe e, sobretudo, a linguagem, que parecia escrita a partir do interior da máquina executiva. Sob a forma de recomendação municipal saída da oposição, o PS apresentava um capítulo de um programa de governo.

Já não governa, mas continua a........

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