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Quem tem a ganhar com eleições antecipadas?

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25.10.2021

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1 O desespero do Governo para aprovar o Orçamento de Estado (OE) para 2022, um ministro da Defesa vaiado pela tropa, um primeiro-ministro obrigado a pedir desculpa aos patrões, caos nos hospitais (que são recorrentes) e o anúncio em catadupa de greves da função pública, médicos, enfermeiros e professores em novembro (culminando tudo com uma manifestação nacional da CGTP a 20).

Eis a imagem perfeita de um Executivo sem rei nem roque que se arrisca a ir a eleições antecipadas numa má altura (seria, e será?, no próximo ano) — uma má altura que muito se deve a um acumular de erros políticos do primeiro-ministro, dos quais se salienta a casmurrice de não fazer uma remodelação governamental no primeiro semestre deste ano.

É caso para dizer: afinal, António Costa não é assim tão habilidoso.

Chegados aqui, há uma pergunta-chave: se o OE for chumbado, alguém ganha alguma coisa com eleições antecipadas?

2 Vamos ser claros: olhando para as sondagens e para o atual momento político, é muito pouco provável que as eleições antecipadas venham a promover uma maioria de esquerda ou de direita. Logo, se não há uma maioria de nenhum dos dois blocos, é uma absoluta perda de tempo avançarmos para eleições nesta altura do campeonato.

Comecemos pelo partido que suporta o Governo. Este é o ponto mais baixo do PS de António Costa desde 2015. Depois de quase dois anos a combater a pandemia, o Executivo está claramente desgastado com ministros sem força nem ideias para um novo ciclo — Administração Interna, Defesa, Trabalho, Educação entre outros. E, mais importante do que isso, a retoma económica não só está atrasada como tem cada vez mais incertezas.

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© Observador


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