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E se as Europeias criarem um futuro para Costa? /premium

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20.05.2019

1. Com a exceção do comentador Daniel Oliveira, muitos têm andado distraídos com a importância que as eleições europeias podem vir a ter para António Costa a médio prazo. Por razões nacionais mas, acima de tudo, pela carreira política internacional que, cada vez mais, Costa deseja vir a ter.

Comecemos pelas razões que nos são mais próximas. António Costa pediu uma “moção de confiança” ao eleitorado e é provável que a tenha. Apesar de Ricardo Araújo Pereira e a sua equipa do “Gente Que Não Sabes Estas” serem os únicos portugueses felizes por Pedro Marques ser o cabeça-de-lista do PS, tal é a quantidade avassaladora de material humorístico que Marques gera por semana, é bem possível que Costa seja o quarto chefe de governo a conseguir ganhar umas europeias desde 1987.

O que não deixa de ser absolutamente extraordinário. Se não, vejamos:

A crise dos professores acabou por ser a hipótese perfeita para António Costa se vitimizar — com razão — e para promover uma imagem de político moderado e respeitador das contas certas — e inverter totalmente a mesa do jogo. Quase todas as sondagens indicam precisamente isso: António Costa teve razão ao ‘dar um murro na mesa’.

Uma vitórias nas europeias e a manutenção ou subida dos atuais oito eurodeputados, consolidará o poder de António Costa e deixá-lo-á em excelente posição para atacar a maioria absoluta em outubro.

Pelo contrário, Rui Rio está cada vez pior — com a sua asneira da crise dos........

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