Portugal não se deve conformar com um défice orçamental |
Desde 2023 que a razão (ratio) da dívida pública portuguesa em relação ao PIB deixou de estar entre as cinco mais altas da Zona Euro, que em 2025 voltaram a ser a grega, a italiana, a francesa, a belga e a espanhola.
Coincidentemente, 2025 foi também o ano em que o PIB nominal português finalmente ultrapassou o limiar dos 300 mil milhões de euros – embora ainda não o dos 30 mil euros nominais per capita…
Desde 2023, ou seja, em três anos consecutivos, o PIB cresceu num quadro de contas certas o que se traduziu numa redução continuada do peso da dívida pública e portanto de mitigação da lamentável imputação aos nossos filhos e netos da responsabilidade de pagarem uma parte dos custos das nossas escolhas.
Se tivermos em consideração que ainda em 2015 a nossa dívida pública chegou a representar 130 pc do PIB e sobretudo que, a fim de equilibrar o OGE em 2019 e de novo em 2022 e 2023, para poder reduzir a dívida pública para menos de 100 por cento do PIB sem efeitos contracionistas, objectivo finalmente alcançado em 2023, o anterior PM teve que enfrentar durante oito anos consecutivos elites políticas, académicas e mediáticas literalmente viciadas em défices........