menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O candidato ideal

5 1
12.01.2026

“Então esse cavalheiro conseguiu convencer-te de que era um homem de bem?!”

A pergunta é de Séneca, dirigida a Lucílio, nas suas cartas ao mesmo. Esta surge na carta n.º 42, a questão é retórica, feita com ironia na ponta da língua, mas a resposta vem na mesma. “Olha que um homem de bem não é coisa que surja e se reconheça por tal assim tão depressa! E sabes o que eu entendo aqui por “homem de bem”? Apenas o de segunda categoria, porque o de primeira é como a fénix, que só aparece uma em quinhentos anos”.

Força do destino ou não, parece que em Portugal andam a querer surgir não um, mas cinco homens de bem. André Ventura, António José Seguro, Henrique Gouveia e Melo, João Cotrim de Figueiredo e Luís Marques Mendes (aqui ordenados por ordem alfabética do primeiro nome, para não suscitar interpretações sobre o valor do bem e do mal de cada Homem).

Como contrapeso do ataque ao carácter de outro Homem, os candidatos têm aperfeiçoada a defesa, ou bajulação, em causa própria. Todos são modelos da seriedade, da responsabilidade, da estabilidade, da integridade, da coragem, da coerência e da independência. Todos são discípulos, admiradores, sementes deixadas para plantar o futuro começado por outros grandes Homens, igualmente sérios, íntegros, corajosos,........

© Observador