O debate

André Ventura ganhou o debate. Mais ágil no raciocínio, mais eficaz no contra-ataque, mais contundente na forma, mais descontraído na maneira de estar, e portador de esperança na mudança das coisas para melhor contra um adversário que garante que, por ele, ficará tudo como tiver de ser.

Mas André Ventura perdeu o debate. A lentidão no raciocínio também pode ser interpretada como cuidado na reflexão; a eficácia no contra-ataque também pode ser interpretada como repentismo inconsequente; a descontracção só é melhor que o nervosismo se uma quiser dizer segurança e o outro inferioridade. Nesta o eleitor não acreditava antes do debate e continuou a não acreditar depois, além de saber que, para efeitos de progresso ou retrocesso, o Presidente conta pouco, mas o Governo muito.

Todavia, foi de governo, cujos actores não estavam ali, que se falou quase o tempo todo – os jornalistas interpretam-se como participantes do jogo político corriqueiro, completos com simpatias e antipatias, e por conseguinte falam da guerrilha partidária em torno da Saúde, Habitação, Justiça, Segurança, Imigração e pouco mais.

Sobre tudo isto Seguro disse defender coisas muito boas que toda a gente defende e quando, a contragosto, foi forçado a esclarecer o que devia ser feito em........

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