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Umas eleições para travar os excessos de Costa /premium

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24.09.2021

As eleições autárquicas são, por definição, eleições locais. Espera-se que façamos as nossas escolhas tendo sobretudo em consideração os candidatos às câmaras, às juntas, às assembleias. E assim têm por regra feito os portugueses, que nas eleições locais votam de forma bem diferente do que em eleições nacionais, esquecendo muitas vezes as suas preferências partidárias para escolherem aqueles que lhes parecem ser os melhores candidatos localmente.

Mas há alturas em que as eleições locais ganham uma dimensão nacional. Isso já aconteceu mais do que uma vez no passado – em 1982 um ligeiro recuo da Aliança Democrática numas eleições autárquicas precipitou a queda do governo de Francisco Balsemão, e em 2001 um noite eleitoral catastrófica para o PS acabou com António Guterres a pedir a demissão para evitar “o pântano”.

À partida ninguém espera que as eleições do próximo domingo possam provocar algo de semelhante – sobretudo ninguém pensa que o governo de turno, mesmo podendo os socialistas perder uma dúzia de presidências de câmaras, se sinta atingido na sua legitimidade. É contudo uma ilusão e um grave erro pensar que estas eleições – e estas eleições muito especificamente – possam ser reduzidas apenas ao seu caracter local.

O que está em causa este domingo não é saber quem ganha as eleições – com a vantagem de que dispõe o PS, mesmo que perca essa tal dúzia de presidências de Câmara nunca deixará de ser o maior partido autárquico. O que está em causa é saber se os socialistas consolidam ou não as suas posições e se, ao fazê-lo, se entrincheiram ainda mais no Estado, no aparelho do Estado e a todos os níveis desse mesmo Estado.

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O que está em causa este domingo também não é o Governo da República –........

© Observador


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