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O Estado passou a confiar em nós

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07.05.2026

Quem já teve de tratar de um assunto com o Estado sabe como era: levar documentos que o próprio Estado já tinha. Preencher formulários em papel que depois alguém introduzia num sistema. Esperar semanas por uma resposta que podia chegar em dias. Ir a um balcão, ser reencaminhado para outro, e voltar ao primeiro. Durante demasiado tempo, a relação entre cidadãos e Administração Pública assentou numa presunção tácita de desconfiança.

O resultado foi um Estado parado ou boicotado, com muitos carimbos, mas pouca decisão, muitos formulários e poucas respostas, mais obcecado com o processo do que responsável pelos resultados.

A reforma do Estado em curso quer mudar, entre outras coisas, esta cultura, pretende um Estado que confia em nós. E, em nove meses, as coisas começaram a mudar. Não tudo, nem de uma vez, já que uma verdadeira reforma do Estado leva o seu tempo. Mas o sentido da mudança é inequívoco, e os primeiros resultados já se sentem.

Em junho do ano passado, quando tomou posse o atual executivo, o Primeiro-Ministro fez da simplificação burocrática uma das suas bandeiras, declarou mesmo “guerra” à burocracia. E, desde logo, não faltaram vozes céticas sobre o caminho que estava a ser traçado.

Inabalado, seguiu o seu caminho com base na mesma premissa de sempre: melhorar a vida das pessoas e resolver os seus problemas. Portanto, a Reforma do Estado tem um sentido humano, não administrativo, o critério não é o Estado consigo próprio, é o Estado ao serviço de quem o procura.

A prova de que as medidas........

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