Portugall in |
Na semana passada, foi editado o álbum Astérix na Lusitânia. Depois das suas aventuras entre vários povos, há anos que esperava o dia em que os portugueses estrelassem nas aventuras do diminuto gaulês. Quando era miúdo, foi nos livros do Astérix que descobri os diferentes estereótipos dos povos. Aprendi que os corsos não esquecem uma ofensa à honra da família, que os belgas gostam de comer e beber bem, os ingleses são educados, os vikings são corajosos e os alemães são rígidos. Assim que peguei no livro, folheei-o com impaciência infantil, ansioso para perceber qual dos nossos traços peculiares tinha sido destacado na caricatura. E foi com grande desilusão que constatei que os autores se enganaram redondamente no retrato que fazem de nós. Sim, estão lá o fado, a saudade, o bacalhau. Mas falta aquela que é, comprovadamente, a qualidade que melhor nos define: o vício do jogo.
Fala-se muito dos chineses, que adoram apostas, mas não há dúvida nenhuma que os portugueses arriscam as maiores paradas. Um chinês que queira apostar, dirige-se a um casino. Já um português, basta estar a respirar em território nacional. Quem não acredita só precisa de ler o Relatório Preliminar do acidente do Elevador da Glória e........