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Paz, pão, habitação, se o imóvel não for aleijão /premium

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16.07.2019

Eu ia escrever sobre o Prédio Coutinho. Ia sugerir que se convidasse Sérgio Godinho para dar uns retoques na “Liberdade”, versão Viana do Castelo. Parece que, no Minho, “Só há liberdade a sério quando houver / A paz, o pão / habitação / desde que o imóvel não seja um aleijão / nesse caso, tudo bem, vem parar ao meio do chão”. Se há artista com capacidade para torcer a métrica de uma música e enfiar o que quiser lá para dentro, é Sérgio Godinho. E eu já tinha uma data de dicas para o Sérgio adaptar aquele hino revolucionário à situação actual. Por exemplo: “A sede de uma espera só se estanca na torrente / A não ser no prédio Coutinho, onde cortaram a água / Mas como o governo é das esquerdas, tal atitude é decente”. Ia ser uma crónica bem catita.

Infelizmente, o tema desapareceu do espaço mediático. Foi substituído pela polémica à volta do texto de Maria de Fátima Bonifácio. (Abro este parêntesis para a execrar publicamente, como todas as pessoas de direita obrigatoriamente têm de fazer, se não querem ser consideradas nazis por gente que, curiosamente, às vezes faz essas avaliações enquanto enverga uma t-shirt do Che Guevara. MFB fez umas generalizações e, por isso, generalizou-se que qualquer pessoa que com ela tenha a mínima afinidade intelectual é culpada por associação).

O grande erro de MF Bonifácio (pessoa que, sublinho, abomino e de quem repudio tudo o que escreve,........

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