Miscelânea estival
Como comentador que deseja manter a sua licença, fui assistir ao filme que tem dado tanto que falar. E gostei muito. A aventura do herói que regressa a casa ao fim de 20 anos é empolgante. A única crítica, que partilho com muitos dos colegas, é a de que o realizador aplica anacronicamente códigos morais modernos que não fazem qualquer sentido na era em que decorre a acção. As atitudes são julgadas com base nos valores de hoje e isso faz com que alguns diálogos pareçam bizarros.
Há um momento em que o protagonista, quando ao fim de muito tempo finalmente chega ao lar, se depara com o seu reino exaurido e o castelo ocupado por quem não devia lá estar. A devastação que ocorreu durante a sua ausência impressiona-o. “Porque é que ele faria isso?”, questiona. “Porque é mau”, responde a sua companheira. “Tem de haver outra razão”, contrapõe o herói, não aceitando a mera maldade como explicação simples para um comportamento que exige um objectivo estratégico e planeamento e execução metódicos. Ao que ela replica: “A cara dele é uma caveira”. Obviamente, pois trata-se de Skeletor, o poderoso feiticeiro que destronou o Rei Randor e governa Eternia a partir do seu covil em Snake Mountain, pelo menos até o He-Man o tirar de lá.
Ao que me dizem, esta pertinente crítica ao filme Masters of the Universe também se aplica à Odisseia. No........
