Sem engenharia, continuaremos a somar tragédias!
A sucessão ainda recente (e espero que na memória de todos) de fogos florestais, nos Verões, e agora das calamidades de Inverno, provocadas por depressões batizadas com nomes irritantes – Francis, Goretti, Harry, Ingrid, Joseph, Kristin (a mais destruidora), Leonardo e Marta – deixou um rasto que não se mede apenas em hectares ardidos, casas e empresas destruídas ou infraestruturas danificadas. Mede-se em vidas estragadas, em territórios fragilizados e numa repetição reiterada dos mesmíssimos erros.
Há algo estruturalmente incorreto na forma como respondemos a catástrofes: a engenharia, e a engenharia que sabe gerir, continua fora da estratégia, do pensamento à ação.
Temos coragem, entrega, voluntarismo até. Às vezes demais. Nestas alturas os autarcas andam no terreno, os bombeiros ficam exaustos, os militares estão mobilizados, a proteção civil dá um ar da sua graça, os cidadãos ajudam como podem (e muitos a fazê-lo com riscos inaceitáveis, caindo de telhados, trabalhando sem segurança, pagando com hospitalizações ou com a vida) e tudo........
