A IA não é o perigo. Abdicar de pensar, sim, é o perigo!

Apesar do entusiasmo em torno da IA generativa, também partilhado por mim, aprender continua a ser totalmente indispensável. A UNESCO, no Courier Unesco ainda agora no início de Abril de 2026, recorda que o medo de as novas tecnologias substituírem a aprendizagem não é nada de verdadeiramente novo: já aconteceu com a escrita, com os livros e com a internet. E eu acrescentaria com a passagem à calculadora, a passagem ao PC e muito mais. Com um adicional. A IA, ao contrário do que se pensa, não é efetivamente uma tecnologia. É muito mais que isso e requer gestão, muita gestão.

A diferença para o passado é que a IA é o primeiro salto numa revolução anunciada que mimetiza de forma convincente capacidades humanas efetivas, o que reacende a pergunta: se a máquina escreve, resolve equações e programa, se gera slides, faz reports e muito mais, ainda precisamos de aprender?

A resposta é clara: sim. E porquê? Porque a educação não serve apenas para transmitir conhecimento. Serve também para socializar os indivíduos e para formar pessoas autónomas, capazes de pensar por si e assumir responsabilidade pelas suas vidas. Ou seja, sem pensamento próprio........

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