Guia Prático da 1.ª volta das eleições presidenciais
No dia 18 de Janeiro de 2026 vai começar a eleger-se o novo Presidente da República, na 1ª volta das eleições presidenciais, estando a 2ª volta marcada para 8 de Fevereiro. Há uma curiosidade expectante em saber quais serão os dois candidatos mais votados dos cinco que se perfilam como possíveis: André Ventura, António José Seguro, Henrique Gouveia e Melo, João Cotrim de Figueiredo e Luís Marques Mendes, aqui ordenados por ordem alfabética do primeiro nome.
Destes cinco, três deles representam os partidos mais significativamente votados nas últimas eleições legislativas e que têm uma importante representação parlamentar. Qualquer destes candidatos, se não passar à segunda volta, torna-se num sério revés para o partido que o apoia.
Os dois restantes candidatos são, Henrique Gouveia e Melo, o almirante do COVID, que pretende ser suprapartidário, e João Cotrim de Figueiredo, eurodeputado liberal, apoiado pela Iniciativa Liberal, um partido com limitada representação parlamentar.
No dia 8 de Fevereiro vamos ficar a saber quem será o novo Presidente da República escolhido pelos portugueses.
Também, a partir desta data, o governo da AD vai, finalmente, passar a administrar o Estado sem estar em campanha eleitoral, em que se manteve ao longo de muitos meses fruto das permanentes eleições que têm acontecido. Será interessante ver como, e se irá, governar a sério sem a permanente preocupação de que eventuais medidas que tome possam influenciar o desempenho dos seus candidatos na próxima eleição que se avizinhe.
Um dos temas mais referidos no nosso universo político é a necessidade da realização de reformas. Quando alguém deteta qualquer falha da operacionalidade de um serviço público ou uma atividade que é permanentemente efetuada com pouca eficiência, a palavra reforma, do que quer que seja, é sempre das primeiras a saltar. Mas qualquer reforma, antes de poder mostrar resultados positivos, implica mexer no status quo estabelecido, em interesses e regalias existentes e provocar alguma dose de sofrimento inicial na adaptação a novos enquadramentos. E, na grande maioria dos casos, até pela nossa natureza intrínseca, muita gente prefere, infelizmente, uma situação certa mas medíocre a outra situação incerta........
