Entre lareiras e ecrãs: o Natal que perdemos 

Quando o Natal ainda tinha alma, famílias inteiras reuniam-se à volta da mesa, partilhando histórias, risadas e tradições que atravessavam gerações.

Não havia pressa, nem notificações a interromper conversas, nem luzes artificiais a substituir o brilho nos olhos das crianças.

O essencial era a presença, o toque, a voz. Cada prato preparado com cuidado trazia memórias e afetos. Cada gesto era um elo numa corrente que nos ligava ao passado e nos fazia sentir parte de algo maior. E agora?!

O Natal moderno: conexão ou distração?

Hoje, o cenário é outro. O jantar de Natal tornou-se muitas vezes um momento de multitasking: cada familiar imerso no seu telemóvel ou tablet, enquanto a comida esfria e as conversas se fragmentam. Estudos recentes indicam que grande parte do tempo familiar durante as........

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