Ambição, Força, Futuro
A política só faz sentido quando responde a problemas reais. Deve estar no centro das preocupações de qualquer líder político quem hoje tenta, com muita dificuldade, construir um futuro que o realize, ajustado aos seus desejos, que espelhe com justiça a sua vontade, mas que, sobretudo, lhe garanta uma vida com dignidade.
A juventude não foge a esta regra – pelo contrário, sente-a na pele com mais impacto. A juventude que condiciona o seu futuro em virtude do elevado custo de vida; que não tem verdadeira liberdade de escolha quando decide onde estudar ou onde viver; que procura as oportunidades que parecem escassear.
Não aceito outra geração à rasca. Não será esta a geração que viverá pior que a anterior sem que tudo faça para o evitar.
Sou, por tudo isto, mas não só, candidato à liderança da Juventude Social Democrata, com o objetivo de aproximar a JSD da vida concreta dos jovens portugueses, das suas preocupações, expectativas e ambições, e para garantir que existe um espaço político que fale para todos, em todo o país, incluindo para aqueles que sentiram e sentem que a política não fala para si.
Sou candidato porque acredito que Portugal não se constrói a partir de uma única realidade, de uma só experiência ou de um único ponto de vista. Conheço o interior profundo e os grandes centros, sei que a experiência dos jovens é diversa, mas atravessada por desafios comuns que se repetem com demasiada frequência. Salários baixos, carreiras instáveis, dificuldades no acesso à habitação e uma transição para a vida adulta cada vez mais exigente são hoje uma constante para demasiados jovens.
A JSD tem de falar para todos eles, não apenas para quem já está dentro das estruturas partidárias, mas também para quem se sente distante da política e ainda não encontrou um espaço onde se reveja, para quem sente que o elevador social não funciona verdadeiramente.
Os desafios da juventude não podem ser normalizados, nem adiados. Uma organização que se quer relevante tem de assumir um papel ativo, consequente e responsável, de proposta e de intervenção. Ainda há jovens que passam horas em deslocações para chegar à escola, muitas vezes em condições difíceis e sem alternativas viáveis. Há ainda outros que são obrigados a tomar decisões determinantes sobre o seu futuro sem acesso a uma orientação vocacional eficaz e verdadeiramente informada. Mais ainda há os que enfrentam ansiedade, burnout académico e a ausência de apoio psicológico – problemas reais que não podem continuar a ser tratados como exceções. Não os resolveremos todos, bem sei, mas não os aceito sem protesto; não permitiremos que se tornem regra silenciosa.
É por isso que defendo uma JSD próxima do terreno, do país real, das pessoas concretas e das suas circunstâncias. Uma JSD que transforma preocupações em soluções, e soluções em capacidade real de influência política, com impacto efetivo na vida dos jovens. Uma JSD que escuta, que fala claro e que não empurra os problemas para o futuro, porque sabe que também o futuro lhe pertence.
Acredito que há causas que não podem continuar a ser adiadas, sob pena de se tornarem irreversíveis. A valorização do ensino profissional, a crise no acesso à habitação, uma resposta séria ao problema da natalidade e uma reforma laboral pensada para os jovens que cá querem ficar a trabalhar, viver e constituir família. Estas são escolhas estruturais às quais nenhuma organização para a juventude se pode furtar. Quero uma JSD de bandeiras, sim, mas nunca de nicho.
Acredito que a competitividade económica e justiça social não têm de ser opostas, muito menos incompatíveis, mas partes de uma mesma resposta política.
Quero uma JSD que assuma causas com coragem, com convicção e sem medo de errar, sem esquecer que fala para todos. Uma JSD que construa pontes entre o território, entre realidades sociais e entre jovens com percursos diferentes, sem hierarquias artificiais. Recusamos a resignação. Colocar a juventude no centro das decisões políticas não será apenas um slogan, mas uma prática, uma inevitabilidade.
Apresento-me como candidato com esse compromisso, claro e assumido, de liderar uma JSD grande, diversa, plural e aberta, capaz de se reconhecer nas diferenças e de agir em conjunto. Uma JSD que acredita que o futuro não é algo que se herda, mas algo que se constrói coletivamente, com ideias concretas e com responsabilidade política. Mas acima de tudo, constrói-se com uma ligação real à juventude portuguesa.
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