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A fatura da ideologia: 66 milhões de euros por ano

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23.09.2021

Quando, em 2015, o Governo e os seus parceiros iniciaram uma cruzada contra os colégios com contrato de associação, sabíamos que haveria de chegar o tempo de uma fatura grande a pagar.

Para os que já não se recordam, estes contratos foram a solução encontrada pelo Estado para suprir deficiências na rede de escolas estatais então existente. Os alunos frequentariam escolas geridas por entidades particulares, a maioria sem fins lucrativos, em condições de acesso e frequência em tudo iguais à da escola pública estatal. O Estado não gastava mais do que tivesse de ampliar a sua rede escolar e os alunos estariam integrados num sistema de ensino em tudo equivalente aos seus colegas da escola pública.

Porém, em 2015-2016, o Governo pareceu esquecer os compromissos que assumira com os alunos e suas famílias, professores, pessoal não docente, toda a comunidade educativa dos colégios, que se viram obrigados a fechar ou a reduzir de forma significativa. Entre 2015 e 2021, com o encerramento de 1.251 turmas correspondentes a cerca de 31.275 alunos (uma média de 25 alunos por turma), 3130 professores de todos os ciclos de ensino e 1050 funcionários não-docentes ficaram sem trabalho, no maior despedimento coletivo até à data em Portugal. O embuste propagandístico era através dos cortes nos contratos de associação que o Governo financiaria os manuais escolares gratuitos. Nessa altura,........

© Observador


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