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O MOV 5.7 /premium

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24.03.2019

Este sábado foi a apresentação pública do Movimento 5 do 7. Começo por dizer que sou um dos fundadores e sou amigo do Miguel Morgado, promotor do movimento. Mas isso não me impede de escrever sobre o MOV 5.7, desde que a minha relação seja clara e assumida.

O nome do movimento, a data em que se assinou o primeiro acordo da Aliança Democrática, tem um significado político grande. Constitui o momento fundador da direita democrática portuguesa. O PSD de Sá Carneiro, o CDS de Freitas do Amaral e Amaro da Costa, e o PPM de Ribeiro Telles perceberam que podiam construir uma alternativa de direita às esquerdas que estavam no poder desde 1975. Sabiam que existia um povo português que não se sentia representado por socialistas e por comunistas e que desejava ser mobilizado politicamente. Assim aconteceu, e a AD ganhou com maioria absoluta. A revolução democrática concluía-se com a normalização da direita. Cinco anos depois do 25 de Abril, os portugueses estavam dispostos a confiar na direita para governar.

40 anos depois, as direitas enfrentam um desafio semelhante. Os três anos de troika, entre 2011 e 2014, serviram para as esquerdas atacarem a legitimidade da direita de um modo que recorda os ataques da segunda metade da década de 1970. Não vale a pena regressar a 2015. O PSD e o CDS perderam a maioria absoluta, e o PS fez o que tinha a fazer para chegar ao poder. As direitas não se devem queixar. Devem antes aprender para não repetir erros.

Todos nós – nas direitas – sabemos e dizemos várias vezes que nos últimos 24 anos (desde 1995), o PS governou 18 anos e as direitas apenas 6 anos. Foram duas décadas e meia de estagnação económica e com uma bancarrota que exigiu uma intervenção externa. A história mostra que os socialistas são os grandes responsáveis; estiveram quase sempre no poder.

Mas há uma lição que as direitas não podem esquecer. Nos seis anos em que governaram,........

© Observador