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Frente de esquerda ao ataque da iniciativa privada /premium

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14.04.2019

Durante a semana que passou, três acontecimentos mostraram como a frente de esquerda que nos governa não gosta da iniciativa privada. Como já se esperava, o governo decidiu acabar de vez com a parceria com um grupo privado – no caso, a José de Mello Saúde – na gestão do Hospital de Braga. Portugal é um país estranho, onde não se faz tudo o que é possível para manter o que corre bem. O Hospital de Braga tem sido considerado nos últimos anos como o melhor em Portugal e o que menos custa aos contribuintes. Num país onde o interesse dos doentes – e, já agora, dos contribuintes – estivesse em primeiro lugar, mantinha-se o modelo de sucesso. Mas, para o nosso governo, mais importante do que os doentes ou do que os contribuintes são os dogmas ideológicos e a necessidade de agradar ao Bloco de Esquerda e ao PCP. Decidiu, assim, na última sexta-feira, não abrir novo concurso e acabar de vez com a gestão privada do hospital. Os portugueses – e particularmente os doentes da região de Braga – são vítimas do radicalismo ideológico das esquerdas que nos governam.

O segundo acontecimento foi a publicação do relatório preliminar da CPI às “rendas excessivas” na eletricidade. Aliás, é espantoso como uma Comissão de Inquérito parlamentar adopta o nome do possível problema – “rendas excessivas” – que se propõe investigar. Na verdade, a dita Comissão não fez uma investigação, transformou-se num comité de julgamento da EDP. As “rendas excessivas” nunca foram um problema quando a EDP era uma empresa estatal ou com capitais públicos. As rendas só se tornaram “excessivas” quando a EDP se tornou uma empresa privada, sem a........

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