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A habilidade de Costa não passa de Badajoz /premium

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04.07.2019

António Costa aproveitou a escolha dos lugares cimeiros na União Europeia para fazer propaganda política a pensar nas eleições de Outubro. Começou por aparecer como o grande promotor de uma espécie de geringonça europeia para derrotar o PPE em Bruxelas. Seria uma espécie de repetição do que aconteceu em Portugal em 2015. Deu a entender que teria sido convidado para um dos lugares cimeiros, quando nunca foi considerado. E acabou, de um modo deselegante – que aliás o caracteriza — a atacar Donald Tusk, tentando responsabilizá-lo pelo seu (de Costa) fracasso europeu. Pelo meio, portou-se como um líder socialista, e não como PM português, prejudicando os interesses nacionais e atraiçoando princípios fundamentais da política europeia de Portugal.

O que aconteceu entre Osaka e Bruxelas na última semana? Antes de mais, uma coligação entre Macron e os socialistas acabou com as hipóteses do candidato oficial do PPE, Manfred Weber, chegar a Presidente da Comissão Europeia. Os partidos de direita foram os culpados porque escolheram um candidato sem as qualificações mínimas para o lugar. Não é possível, nem desejável, chegar ao topo da Comissão sem qualquer experiência executiva. Obviamente, Merkel e o PPE não podiam deixar cair Weber sem lutar, e foi isso que fizeram.

A estratégia do PPE foi um exemplo de realpolitik bem sucedido. Depois de deixarem cair Weber, decidiram acabar com as esperanças de Frans Timmermans, o candidato socialista, com uma estratégia que confundiu quase todos. Enquanto, aparentemente, Merkel apoiava Timmermans, o resto do PPE opôs-se ao socialista holandês. Com a sua experiência política, Merkel percebeu que a melhor maneira de travar Timmermans seria simular o apoio. Merkel conhece demasiado bem a política europeia para saber que uma solução como a de Osaka........

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