O Paulo, uma cadeira de rodas, e o Hospital de São José
O Paulo teve sempre uma saúde de ferro. Isto até ao dia em que começou a ir aos médicos e a tomar medicamentos. Ah pois, ele agora sofre de diabetes – como se ele acreditasse… – está surdo, cego de um olho e o outro a caminho das trevas, perna direita amputada lá bem para cima do joelho, um enfarte, um AVC e mais um razoável rol de disfuncionalidades. Tudo isto nos últimos 10 anos! Nos 50 anteriores, nada, exceto o atropelamento que o deixou meses a percorrer hospitais. Agora digam que é coincidência! Vai aos médicos e fica doente! Clarinho como a água.
E nada lhe faz sentido. Os medicamentos, por exemplo, não fazem nada, pelo menos nada de bem. A evidência é óbvia: se fazem bem, porque é que ele os continua a tomar? Se fizessem, ele já estava curado, certo? Não precisava de tomar mais. Mas não, ele está pior e cada vez lhe dão mais remédios! Conclusão: os medicamentos não servem para nada de bom. É só para ganharem dinheiro.
E não é só isso. Os comprimidos castanhos, por exemplo, fazem-lhe mal. O Paulo fica desarranjado dos intestinos. Ele já se queixou muitas vezes, mas ninguém liga ao que ele diz. Às vezes até lhe dão esses comprimidos castanhos noutras formas e tamanhos, umas vezes redondos, outras em mais pequeno, a pensarem que o enganam. Mas ele não é cego, ele vê bem que são castanhos. E depois há toda uma quantidade de comprimidos iguais que lhe dão repetidos, por exemplo os 75. Mas também os 125. Porquê estas manigâncias todas? Qual é a ideia? Não basta um 75? É mesmo preciso dois? É que o Paulo, quando está internado no hospital, toma menos de meia dúzia de comprimidos por dia. Portanto, é fácil de perceber que não há qualquer razão para tomar cerca de 20 quando está em casa.
Outra coisa: as análises de sangue. Porquê tantas? Se já fizeram uma vez, já........





















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