Entre o centrão e o voto útil |
Para parte substancial dos eleitores, estas presidenciais são um pantanal que torna difícil qualquer escolha ou vontade de escolha.
Candidaturas inúteis, há muitas, sobretudo as três anuladas que vão continuar a figurar nos boletins de voto para confundir ainda mais o povo; candidaturas úteis, ou seja, que vão oscilando nas sondagens mas com viabilidade de passar à segunda volta, há uma da Direita – André Ventura – e quatro do Centrão – António José Seguro, Gouveia e Melo, Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes.
E há uma novidade. Os candidatos da Extrema Esquerda – do Partido Comunista, do BE, do Livre e do PAN – não chegarão, todos juntos, a 10%, apesar de, na comunicação social, funcionarem como se representassem aí uns 50% do eleitorado. Encolheram agora nas urnas, mas há cinquenta anos, também sem maioria popular, foram eles e os seus predecessores ideológicos que, instrumentalizando o MFA, fizeram os maiores estragos como mentores da ditadura militar de geometria variável que, a partir de 28 de Setembro de 1974 e até 25 de Novembro de 1975, dominou o país. Pode mesmo dizer-se que, entre a “descolonização exemplar” que inspiraram – com a cumplicidade do Dr. Soares, a indiferença dos dirigentes do PSD e do CDS e o braço do MFA – e as nacionalizações que se seguiram ao 11 de Março, ditaram o Portugal que ficou. É uma coisa que a propaganda tem vindo a tapar mas que, aos poucos, os portugueses vão percebendo. A baixa significativa de popularidade destes partidos, e........