O país do talento precisa de ser país da inovação
Portugal tem, neste momento, uma oportunidade histórica. A Inteligência Artificial, que marca a transformação atual de todos os setores de economia — da saúde à indústria, da banca à agricultura — e não se trata de uma tendência passageira. Estamos a assistir à criação de uma nova infraestrutura tecnológica global, e quem liderar este movimento terá uma vantagem competitiva duradoura.
A pergunta que se impõe é: queremos apenas ser utilizadores da tecnologia desenvolvida noutros países, ou vamos assumir o papel de criadores, inovadores e líderes?
O talento já está cá. As universidades portuguesas têm produzido, consistentemente, engenheiros, cientistas de dados e profissionais de tecnologia de altíssimo nível. Basta ver a quantidade de portugueses a trabalhar nas maiores empresas tecnológicas do mundo. Não é por acaso — é competência. Mas essa competência está a ser exportada demasiado cedo. Jovens brilhantes optam por emigrar porque encontram lá fora o que cá dentro ainda lhes falta: projetos ambiciosos, empresas com cultura de inovação e........
