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Menos camas hospitalares: ficção ou realidade?

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09.04.2019

Nos últimos tempos têm-se visto notícias sobre a questão da redução das camas hospitalares a nível do SNS, nomeadamente na zona da grande Lisboa. Essa redução é factual, a falha a uma promessa deste Governo – mais uma – também é. Mas importa ir para além de uma descrição restrita dos factos, é preciso caracterizar melhor a problemática para apontar opções concretas.

Não é demais invocar o que a realidade já há algum tempo nos evidencia: o aumento da longevidade, infelizmente não acompanhado de boa qualidade de vida na última dezena de anos que vivemos, ao contrário do que acontece na maioria dos países europeus; o aumento das pessoas com doenças crónicas e com pluripatologia, e da complexidade acrescida nos cuidados de saúde a oferecer-lhes em virtude disso mesmo. Não é demais dizer que estas pessoas precisam de ser tratadas com medidas adequadas e com uma intensidade de cuidados proporcionada, sem recurso a obstinação terapêutica. E não é demais, porque disto se vai falando, mas pouco se vai fazendo em consonância e de forma a responder com ciência, humanidade, qualidade e eficiência aos problemas desta população e das suas famílias.

É desejável que se reduzam camas em hospitais ditos de agudos, sejam eles públicos ou privados. Mas o que na realidade se passa é que, por falta de respostas adequadas, é às urgências desses hospitais que acorre uma larga faixa dos doentes crónicos e com pluripatologia quando descompensam ou quando falha o apoio social e familiar, como também nesta última semana a APAH chamou a atenção.

Mas essa redução exige medidas planeadas e........

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