Nada é novo? Desculpe, mas discordo
Confesso: fico sempre irritada quando alguém me diz que já se inventou tudo. Que é impossível ser original. Desculpe dizer, mas se acredita nisso, é porque a sua curiosidade foi drenada — e precisa urgentemente de combustível. A imaginação não desapareceu; o que desapareceu foi a vontade do espanto.
Porque, se tudo já tivesse sido feito, como explicaríamos algas que se transformam em garrafas para beber água? Ou brincos com câmaras camufladas que conseguem fotografar agressores e alertam a polícia quando estamos em perigo? A cada momento, alguém do outro lado do planeta olha para o óbvio e decide torcê-lo até que se revele insólito. O que nos parece banal esconde segredos para quem insiste em perguntar “e se…?”.
A história prova isso mesmo. A roda não surgiu uma única vez; foi reinventada inúmeras vezes, em vários materiais e novos contextos. A lâmpada não morreu com Edison, nem a música clássica com Mozart. Tudo pode renascer quando a curiosidade se atreve a desafiar o manual. O verdadeiro inimigo não é a repetição, é a desistência.
E aqui chegamos ao coração do problema: a educação. As nossas escolas, muitas vezes desenhadas para........
