Davos como laboratório do possível
Em 2025, Davos foi intenso, plural, por vezes contraditório. Falou-se de inteligência artificial, de clima, de confiança, de um mundo fragmentado à procura de novas formas de cooperação. Havia urgência, sim, mas também algo mais raro: uma abertura genuína à escuta. Nos corredores, longe dos discursos formais, sentia-se que muitas certezas estavam finalmente a ser questionadas.
Saí com a sensação de que já não estamos na fase da ingenuidade. E isso é uma boa notícia.
Ao olhar para o Annual Meeting de 2026, os temas não me surpreendem. Reconstruir a confiança, alinhar tecnologia com valores humanos, repensar sistemas económicos e sociais num mundo multipolar não são tendências anuais; são desafios a longo prazo. O que espero não é ruptura, mas aprofundamento. Menos velocidade, com mais intenção.
Este ano, acompanho Davos com um sentimento especial de continuidade. É um orgulho ver a........
