O estado a que chegámos

Salgueiro Maia deve andar às voltas do túmulo. Quando o ainda jovem Capitão, na madrugada de 25 de abril de 74, elencou as modalidades de Estado e exclamou que, naquela noite solene, se findaria com o estado a que chegámos, desconhecia tudo quanto viria daí para a frente.

Já nos encontramos familiarizados com as portugalidades que surgem no nosso quotidiano, seja um deputado que, alegadamente, furta malas no aeroporto ou uma líder partidária que procura numa missão humanitária o mediatismo que as suas políticas não atingem.

Que não sucedem somente na política, também vão aparecendo naqueles que invocam o acne para tentarem vencer causas judiciais ou nos que, com a maior das tranquilidades e um escadote, se evadem dum estabelecimento prisional.

Entre muitas outras situações que serviriam para exemplificar o tipo........

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