Y ahora me pregunto, los comunistas, ¿dónde están? 

¿Dónde está China? ¿Dónde está Rusia? ¿Por qué no actuaron? ¿Cuál es la excusa? Maduro está en una cárcel federal Y ahora me pregunto, los comunistas, ¿dónde están? ¿Dónde están? ¿Dónde están?

Já ouviram? Já viram? Trata-se de um dos muitos videos, não sei se fruto da inteligência artificial ou da criatividade natural, que se propagam pelas redes desde que a operação da Delta Force levou Maduro e a sua mulher para uma prisão nos Estados Unidos. Num ritmo e num tom que têm aquela sonoridade quase encantatória dos sons caribenhos, a pergunta repete-se e fica em eco: Y ahora me pregunto, los comunistas, ¿dónde están?

Obviamente que a pergunta feita neste momento por um cubano, venezuelano, nicaraguense ou colombiano tem um alcance muito diferente daquele que também neste momento adquire nas democracias ocidentais. Ou seja, naqueles países onde o comunismo perdeu votos até se tornar uma irrelevância eleitoral, mas onde essa sua degenerescência nas urnas não só não os fez perder influência como levou a uma reconfiguração que lhes acrescentou essa mesma influência. Outrora dividida entre comunistas e anti-comunistas, uma parte alargada da esquerda, desembaraçada das polémicas em torno dos amanhã que nunca mais cantavam, transformou-se num magma unido pelo ódio ao capitalismo, a Israel, ao homem branco, à História…

Não é por acaso que vemos os militantes LGTB a apoiar o Hamas, feministas caladas perante a violência a que as mulheres são sujeitas no Irão ou a pedir a libertação........

© Observador