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Nós já vimos isto e sabemos que não acabou bem

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Como é que o Patriarcado de Lisboa considerou que a exclusão do Martim Moniz do percurso da procissão do Corpo de Deus seria vista tão só como uma alteração com vista a permitir “que outras zonas da cidade de Lisboa, que habitualmente não recebiam a passagem da Procissão, pudessem também acolher este momento de fé“? Quero acreditar que foi essa a intenção do Patriarcado mas como as procissões enquanto testemunhos públicos de fé acontecem na terra, saber que chão se pisa é no mínimo essencial. E que a Igreja Católica portuguesa ande tão desatenta ao seu chão é perturbante e preocupante.

Quando ouvi no Contra Corrente a Helena Ferro Gouveia referir a alteração do percurso da procissão do Corpo de Deus, alteração essa que excluía o Martim Moniz do percurso, perguntei-me a mim mesma: será que não percebem? Afinal, no ano de 2026, excluir o Martim Moniz daquele que até agora era o percurso habitual da procissão, tem tantas leituras sobre a intencionalidade dessa decisão quanto teria uma decisão inversa: como........

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