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É urgente a catástrofe! /premium

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22.08.2021

A cada frase do editorial do PÚBLICO a justificar a “despublicação” (extraordinária puerilidade a desta palavra!) do artigo de opinião do médico Pedro Girão sobre a vacinação das crianças e dos jovens contra o Covid tornava-se-me evidente que o emergentismo é o novo caminho da servidão: tudo o que é válido, como a condenação da censura, é posto de parte desde que se invoque a excepcionalidade do combate que se está a travar.

Não está em causa se concordo ou não concordo com as opiniões expressas pelo médico Pedro Girão. (Aliás, o próprio facto de antes de se começar uma frase se ter de fazer uma espécie de declaração de apoio às políticas oficiais, por mais erráticas que elas sejam, para não se ser rotulado negacionista, conspiracionista ou qualquer outro “ista” é bem sintomático da degradação da nossa liberdade e da alienação do mais elementar bom senso.) O que sim está em causa são as questões levantadas por Pedro Girão: quais as consequências da alteração dos prazos de segurança na aprovação das vacinas contra o Covid? Faz sentido vacinar crianças para, dessa forma, se protegerem os adultos e não tanto as crianças?

Até há algum tempo defendíamos o direito a divergir nas respostas. A declarar que estávamos de acordo com o autor do texto ou que, pelo contrário, discordávamos dele vivamente. Agora isso acabou.

O PÚBLICO, essa espécie de barómetro linguístico do politicamente correcto, verbaliza esta transformação ideológica que a pandemia propiciou: “Numa questão tão sensível como a da pandemia, recusamos em absoluto promover juízos que tendem a negar a importância ou o relativo consenso científico em torno das........

© Observador


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